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Jeanne
Mascarenhas nasceu no Rio de Janeiro e desde pequena já se interessava
pela música devido à influência de seus pais que participavam de eventos
musicais em igrejas cristãs. Os ouvidos da pequena Jeanne se acostumaram
aos acordes, às notas, aos sons clássicos que invadiam todos os cômodos
da sua casa. Com toda essa influência, o caminho mais natural acabou
sendo o curso de música sacra, na Faculdade Batista do Sul do Brasil
(RJ). Já adulta, Jeanne Mascarenhas formou-se em um curso de música
sacra no Seminário Batista do Sul do Brasil, no Rio de Janeiro e
em 1992 também graduou-se em Fonoaudiologia. Sentindo o chamado de Deus
para o louvor, Jeanne passou a se dedicar exclusivamente ao seu
ministério. Surge então no cenário musical Jeanne Mascarenhas
basicamente na década de 90, lançou seu primeiro projeto independente,
depois veio a Bom Pastor, Graça Music e agora integra o casting da
Gravadora Salluz Produções, sendo este projeto “Meu Natal” seu segundo
trabalho pela gravadora. Abaixo confira a análise deste projeto que era
um sonho da cantora que se realiza.
“Noite Feliz” um
clássico de 1818, a história é um tanto inusitada, "Stille Nacht,
Heilige Nacht" em alemão e "Silent Night" em inglês, traduzida para mais
330 idiomas, a canção de Natal austríaca foi criada por acaso, quando
quebrou o órgão da igreja do povoado de 6.000 habitantes dois dias antes
do Natal, o antigo órgão da igreja de São Nicolau, parou de tocar. Para
não decepcionar os fiéis, o sacerdote pediu ao amigo Franz Xaver Gruber,
maestro e organista do vizinho povoado de Arnsdorf para compor uma
melodia para um texto de Natal que ele havia escrito dois anos antes. O
fato era totalmente incomum na época, quando os textos religiosos ainda
eram escritos em latim. Mas Mohr achava que uma letra simples e fácil de
entender era o mais adequado para seus fiéis, na grande maioria
barqueiros e camponeses. Na versão dada por Jeanne conta com arranjos de
cordas e pianos na abertura, e sua doce voz brilha desde o início. A
levada da canção ficou bem tranqüila, contando também com participação
especial de um coro infantil.
“Surgem anjos” com o
piano, alguns sons de sinos, assim é a intro deste hino de natal baseado
em Lucas 2:1-20. O backing desta canção contou com Gustavo Mariano, Elis
Negres, Melk Villar, Paloma Possi, Jeziel Assunção e William Augusto.
Todos eles deram um show de interpretação principalmente no coro da
canção “glória... glória a Deus nas alturas”. Os mais antigos cânticos
do Natal de origem popular francesa datam do século XI. Isaac Nicolau
Salum traduziu este hino de natal do francês para o português em 1942.
“Ó, noite Santa” a
interpretação de Jeanne Mascarenhas é algo fora do normal, com muita
técnica e expressão, a cantora vem com tudo ao som do piano e pads ao
fundo, neste clássico composta por Adolphe Adam. “Eis os anjos a
Harmonia” contou com a participação especial da amiga da cantora Denyse
Bittencourt, isso mesmo não é uma pegadinha, a cantora faz um dueto com
Jeanne, o que esperar destas duas excelentes cantoras. Só o melhor, não?
Esta foi foi publicado pela primeira vez em 1739, na coleção Hymns and
Sacred Poems. Durante 116 anos foi cantado com várias músicas sem se
vincular a nenhuma. Em 1855, o organista da abadia de Walham, William H.
Cummings, examinando a cantata de Mendelssohn, escrita para o festival
realizado em Leipzig em 1840 - ocasião quando foi comemorado o
aniversário da invenção da imprensa - lembrou-se de adaptar o coro
número 2 dessa canção à letra de "Eis dos anjos a harmonia!" Foi feliz
na união de ambas. A grande aceitação obtida levou-o a publicá-la em
1856; daí por diante não mais se separaram. Essa adaptação musical
passou a chamar-se Mendelssohn.
A quinta canção do
álbum é um medley composto por “Cantai que o Salvador chegou” e
“Aleluia” de J F. Händel misturado a batidas eletrônicas, nipe de metais
bem prá frente. Händel tinha uma facilidade imensa para compor, tanto
que sua obra compreende mais de 600 peças. Ué, mas peraí… Este não era
um post especial de Natal? Sim. E é exatamente por isso que Händel foi
escolhido: ele é o compositor da melodia Antioch, mais conhecida como
Joy to the World ou Cantai que o Salvador Chegou. E quanto a segunda
deste medley Aleluia, Handel, seu camareiro foi servir-lhe chocolate
quente e o encontrou em prantos, para quem o músico disse: “Não sei se
eu estava em meu corpo ou fora dele quando escrevi isso, só Deus sabe!”.
“Tenha pra você um feliz natal” conta com a participação especial de
Paulo C. Baruk.
“Descanso Divinal”
esta ainda não ouvi em nenhuma cantata, ainda não conhecia esta canção
tradicional. Aqui na versão de Jeanne Mascarenhas com muito piano, notas
e mais notas de Leandro Rodrigues, que produz esta canção, com muitos
efeitos na canção, e o backing acompanha ao fundo dando uma cama para a
cantora interpretar com perfeição. A batida meio Príncipe do Egito,
diferente!
“Primeiro Natal”
conhecidíssima, aqui na versão da cantora contou com a participação
especial de Melk Villar. Que dueto maravilhoso, Melk aqui usa muito os
agudos. Com metais e muito negro spirituals na música, vamos agora de
“Falai pelas montanhas”, esta é de origem desconhecida, os africanos
tinham o costume de cantar sobre suas vidas pra que fossem lembradas por
suas gerações. Nesta versão da cantora traz o backing vindo com mais
peso, aquelas divisões que acostumamos a ouvir em CDs de Kirk Franklin e
Hezekiel Walker, com o que ouvi esta é a que mais agita o álbum da
cantora.
Finalizando este
excelente trabalho da cantora, que teve a produção geral de Paulo C.
Baruk vamos ouvir outro medley com as canções “O vem, o vem Emanuel” e
“Num berço de palha” a cantora com este trabalho só provou que sabe
muito escolher um repertório, sua qualidade vocal é indiscutível, a
produção musical é um comentário à parte, foram escolhidos alguns
produtores que colaboraram para que este projeto saísse do jeito que
ficou. Excelente! A Salluz está de parabéns!
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