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Alex Eduardo, mora em São Paulo administrador do Casa Gospel.com, compositor e tecladista.

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Jeanne Mascarenhas - Meu Natal

Salluz Productions

Analisado em Dezembro 2010

 

Músicas: Noite Feliz/ Surgem Anjos/ Ó, noite Santa/ Eis os anjos a Harmonia/ Medley - Cantai que o Salvador Chegou e Aleluia de Handel/ Tenha pra você um feliz Natal/ Descanso Divinal/ Primeiro Natal/ Falai pelas Montanhas/ Medley - Ó vem, ó vem Emanuel e Num berço de palha

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Jeanne Mascarenhas nasceu no Rio de Janeiro e desde pequena já se interessava pela música devido à influência de seus pais que participavam de eventos musicais em igrejas cristãs. Os ouvidos da pequena Jeanne se acostumaram aos acordes, às notas, aos sons clássicos que invadiam todos os cômodos da sua casa. Com toda essa influência, o caminho mais natural acabou sendo o curso de música sacra, na Faculdade Batista do Sul do Brasil (RJ). Já adulta, Jeanne Mascarenhas formou-se em um curso de música sacra no Seminário Batista do Sul do Brasil, no Rio de Janeiro e em 1992 também graduou-se em Fonoaudiologia. Sentindo o chamado de Deus para o louvor, Jeanne passou a se dedicar exclusivamente ao seu ministério. Surge então no cenário musical Jeanne Mascarenhas basicamente na década de 90, lançou seu primeiro projeto independente, depois veio a Bom Pastor, Graça Music e agora integra o casting da Gravadora Salluz Produções, sendo este projeto “Meu Natal” seu segundo trabalho pela gravadora. Abaixo confira a análise deste projeto que era um sonho da cantora que se realiza.

 

“Noite Feliz” um clássico de 1818, a história é um tanto inusitada, "Stille Nacht, Heilige Nacht" em alemão e "Silent Night" em inglês, traduzida para mais 330 idiomas, a canção de Natal austríaca foi criada por acaso, quando quebrou o órgão da igreja do povoado de 6.000 habitantes dois dias antes do Natal, o antigo órgão da igreja de São Nicolau, parou de tocar. Para não decepcionar os fiéis, o sacerdote pediu ao amigo Franz Xaver Gruber, maestro e organista do vizinho povoado de Arnsdorf para compor uma melodia para um texto de Natal que ele havia escrito dois anos antes. O fato era totalmente incomum na época, quando os textos religiosos ainda eram escritos em latim. Mas Mohr achava que uma letra simples e fácil de entender era o mais adequado para seus fiéis, na grande maioria barqueiros e camponeses. Na versão dada por Jeanne conta com arranjos de cordas e pianos na abertura, e sua doce voz brilha desde o início. A levada da canção ficou bem tranqüila, contando também com participação especial de um coro infantil.

 

“Surgem anjos” com o piano, alguns sons de sinos, assim é a intro deste hino de natal baseado em Lucas 2:1-20. O backing desta canção contou com Gustavo Mariano, Elis Negres, Melk Villar, Paloma Possi, Jeziel Assunção e William Augusto. Todos eles deram um show de interpretação principalmente no coro da canção “glória... glória a Deus nas alturas”. Os mais antigos cânticos do Natal de origem popular francesa datam do século XI. Isaac Nicolau Salum traduziu este hino de natal do francês para o português em 1942.

 

“Ó, noite Santa” a interpretação de Jeanne Mascarenhas é algo fora do normal, com muita técnica e expressão, a cantora vem com tudo ao som do piano e pads ao fundo, neste clássico composta por Adolphe Adam. “Eis os anjos a Harmonia” contou com a participação especial da amiga da cantora Denyse Bittencourt, isso mesmo não é uma pegadinha, a cantora faz um dueto com Jeanne, o que esperar destas duas excelentes cantoras. Só o melhor, não? Esta foi foi publicado pela primeira vez em 1739, na coleção Hymns and Sacred Poems. Durante 116 anos foi cantado com várias músicas sem se vincular a nenhuma. Em 1855, o organista da abadia de Walham, William H. Cummings, examinando a cantata de Mendelssohn, escrita para o festival realizado em Leipzig em 1840 - ocasião quando foi comemorado o aniversário da invenção da imprensa - lembrou-se de adaptar o coro número 2 dessa canção à letra de "Eis dos anjos a harmonia!" Foi feliz na união de ambas. A grande aceitação obtida levou-o a publicá-la em 1856; daí por diante não mais se separaram. Essa adaptação musical passou a chamar-se Mendelssohn.

 

A quinta canção do álbum é um medley composto por “Cantai que o Salvador chegou” e “Aleluia” de J F. Händel misturado a batidas eletrônicas, nipe de metais bem prá frente. Händel tinha uma facilidade imensa para compor, tanto que sua obra compreende mais de 600 peças. Ué, mas peraí… Este não era um post especial de Natal? Sim. E é exatamente por isso que Händel foi escolhido: ele é o compositor da melodia Antioch, mais conhecida como Joy to the World ou Cantai que o Salvador Chegou. E quanto a segunda deste medley Aleluia, Handel, seu camareiro foi servir-lhe chocolate quente e o encontrou em prantos, para quem o músico disse: “Não sei se eu estava em meu corpo ou fora dele quando escrevi isso, só Deus sabe!”. “Tenha pra você um feliz natal” conta com a participação especial de Paulo C. Baruk.

 

“Descanso Divinal” esta ainda não ouvi em nenhuma cantata, ainda não conhecia esta canção tradicional. Aqui na versão de Jeanne Mascarenhas com muito piano, notas e mais notas de Leandro Rodrigues, que produz esta canção, com muitos efeitos na canção, e o backing acompanha ao fundo dando uma cama para a cantora interpretar com perfeição. A batida meio Príncipe do Egito, diferente!

 

“Primeiro Natal” conhecidíssima, aqui na versão da cantora contou com a participação especial de Melk Villar. Que dueto maravilhoso, Melk aqui usa muito os agudos. Com metais e muito negro spirituals na música, vamos agora de “Falai pelas montanhas”, esta é de origem desconhecida, os africanos tinham o costume de cantar sobre suas vidas pra que fossem lembradas por suas gerações. Nesta versão da cantora traz o backing vindo com mais peso, aquelas divisões que acostumamos a ouvir em CDs de Kirk Franklin e Hezekiel Walker, com o que ouvi esta é a que mais agita o álbum da cantora.

 

Finalizando este excelente trabalho da cantora, que teve a produção geral de Paulo C. Baruk vamos ouvir outro medley com as canções “O vem, o vem Emanuel” e “Num berço de palha” a cantora com este trabalho só provou que sabe muito escolher um repertório, sua qualidade vocal é indiscutível, a produção musical é um comentário à parte, foram escolhidos alguns produtores que colaboraram para que este projeto saísse do jeito que ficou. Excelente! A Salluz está de parabéns!

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