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A música sertaneja e o destaque de Sérgio Marques e Marquinhos

A música sertaneja tem início em 1929 e é dividida em quatro eras, a primeira com o surgimento do estilo, que nasceu a partir de gravações feitas pelo jornalista e escritor Cornélio Pires de “causos” e fragmentos de cantos tradicionais rurais. Na época destas gravações pioneiras, o gênero era conhecido como música caipira, cujas letras evocavam o modo de vida do homem do interior, mas hoje esta era tem um novo nome que é “música sertaneja de raiz”, com as letras enfatizadas no cotidiano e na maneira de cantar.

A segunda era da música sertaneja teve início após a Segunda Guerra Mundial, com a incorporação de novos estilos (de duetos com intervalos variados e o estilo mariachi), gêneros (inicialmente a guarânia e a polca paraguaia e, mais tarde, o corrido e a ranchera mexicanos) e instrumentos (como o acordeom e a harpa) A temática vai tornando-se gradualmente mais amorosa, conservando, todavia, um caráter autobiográfico.

A introdução da guitarra elétrica e o chamado “ritmo jovem” no final da década de 1960, marca o início da fase moderna da música sertaneja, que é a terceira era. E é esta fase que queremos enfatizar e transferir para o mercado cristão. Duplas sertanejas como Rayssa e Ravel, hoje Sony Music, são os que representam e muito bem o meio sertanejo no meio cristão. E duplas como Daniel e Samuel, Zé Marco e Adriano, André e Felipe estão ganhando visibilidade neste mercado promissor.

E de Minas Gerais, na cidade de Contagem, vem a dupla Sérgio Marques e Marquinhos que surgiu em 1989 em um culto de missões, quando ainda cantores mirins Sérgio Marques com 6 anos, e Marquinhos com 9, “disputavam” oportunidade de louvor na Igreja. E neste vai e vem o pastor sugeriu que os dois cantassem juntos naquela noite. Todos ficaram admirados com a harmonia das vozes e o bom senso falou mais alto e optaram pela formação da dupla.

Passados 12 anos cantando aqui e ali o sonho da gravação do primeiro CD se tornou realidade. O sugestão do nome Sérgio Marques e Marquinhos, veio da dupla Daniel e Samuel, num almoço sobre o repertório do primeiro CD. E aos poucos a dupla foi amadurecendo e vem mostrando o estilo sertanejo cristão em suas canções ao longo dos quatro CDs que já foram lançados.

O último trabalho de inéditas lançado pela dupla foi em 2005 Inexplicável com produção do maestro Melk Carvalhedo com 11 faixas. E um CD de Datas Inesquecíveis foi lançado no ano de 2009 onde a canção Ele é Deus foi destaque e caiu nas graças de Willian Nascimento e Eliane Silva que regravaram a canção.

Hoje a dupla permanece no sertanejo, só que com mais nuance pentecostal e estão preparando o novo CD da dupla que já tem nome definido Pra Glória de Deus. Os arranjos estão por conta de Tadeu Chuff, trazendo 12 canções, dentre os compositores temos Daniel e Samuel, Zé Marco e Adriano, Cristiane Ferr, Vinícius Marquezani, Nilton César, além de composições da própria dupla. O lançamento está previsto ainda para este semestre, estão em fase de falar com gravadoras ou lançar de forma independente.

E finalizando a matéria não poderíamos deixar de comentar sobre a quarta era do segmento, atualmente está estourando no Brasil o sertanejo universitário, no mercado fonográfico cristão ainda não temos nenhum representante de peso representando a nova modalidade, assim que surgirem, falaremos sobre eles aqui.