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A banda da igreja australiana Planetshakers se tornou ao longo dos últimos anos a maior referência em música congregacional contemporânea, juntamente com sua conterrânea Hillsong Church. A diferença entre os dois trabalhos está na musicalidade. Enquanto Hillsong vem apostando em um som mais pop contemporâneo, com baladas lentas, Planetshakers investe em um som mais explosivo, com rock e eletrônico, estilos musicais que agradam muito o público brasileiro, que curtem especialmente as músicas de celebração.

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Em 2013 o Planeteshakers lançou o CD Limitless, distribuído aqui no Brasil pela gravadora Canzion Brasil. Uma pena o marketing em cima do CD não ter tido o tratamento merecido, mediante a possibilidade real que poderia ter alcançado na época. No ano seguinte a cantora Aline Barros gravou uma versão de uma das canções da banda e nem assim os responsáveis pela distribuição no Brasil aproveitaram a onda pra pegar uma carona na divulgação e assim expandir ainda mais o trabalho do grupo por aqui.

Temos deficiências na distribuição de CDs internacionais no Brasil, com poucas empresas que fazem esse trabalho (atualmente Onimusic, Canzion e Sony Music). Já não bastassem as poucas opções as que fazem preferem distribuir somente os artistas que já tem grande aceitação ou o oposto, que não são conhecidos por aqui.

Geralmente um artista internacional chama a atenção do público quando suas músicas são versionadas por grandes nomes da música brasileira, algo que começa a acontecer com Planetshakers e que foi bem comum anos atrás com nomes como Bob Fitts, Ron Kenoly, Marcos Witt e mais recentemente com Hillsong.

A popularidade e receptividade do Planetshakers vem crescendo no Brasil nos últimos anos. Joe Vasconcelos, Banda 4/1, Adoração e Intimidade, Dany Grace e Aline Barros são alguns dos nomes que já incluíram em seus CDs versões da banda australiana.

Um dos primeiros a gravar uma canção do grupo por aqui foi a banda paulistana Praise Machine.

A versão de uma música desperta o desejo natural do público em conhecer o autor original, facilitando assim o acesso as bandas e cantores internacionais. Esse pode ser um bom termômetro pra que as gravadoras fiquem ligadas nos artistas que merecem uma maior atenção e divulgação de seus trabalhos.

Quando se fala em versões, um dos pontos que geram curiosidade principalmente de quem trabalha com música é: como conseguir autorização para gravar uma versão internacional?

Existe hoje no Brasil quatro editoras que podem fazem a ponte para um determinado número de canções/compositores. Em 2014 a Agência Petra surgiu no mercado para, entre outros serviços, oferecer o caminho das pedras pra quem deseja gravar versões internacionais. A agência faz todo trâmite e intermediação, permitindo o acesso a informações sobre a existência ou não de regravações e versões oficiais bem como os custos para isso.

Ao longo da matéria apresentamos os três últimos trabalhos da banda australiana em inglês. E vocês, o que acham de versões?